Os urutaus são aves noturnas restritas às regiões mais quentes do continente americano, que pertencem ao gênero Nyctibius e à família Nyctibiidae. Também são chamados de mãe-da-lua.
Os urutaus são aves de hábitos noturnos. A alimentação é constituída basicamente de insetos que apanham em pleno vôo, principalmente os grandes, porém podem comer outros animais de pequeno porte, como morcegos, lagartos e pequenos pássaros. São aves que utilizam muito bem sua plumagem para se camuflar. Normalmente se passam por um pedaço de madeira, um galho de árvore ou mesmo troncos partidos ou em pé. Costumam ficar estáticos, não se assustando facilmente.
As aves desse gênero, por seu canto, figuram entre várias lendas. Segundo os sertanejos, o urutau aparece na hora em que a lua nasce e seu canto triste se assemelha a “foi, foi, foi…” . Uma lenda diz que o pássaro seria uma mulher que perdera seu amor. Por isto, ele teria o nome de pássaro-fantasma. Outros dizem que o canto da ave é um presságio ou aviso de morte de algum familiar.
Alguns pesquisadores argumentam que o nome da ave vem da união de duas palavras do guarani: guyra (ave) e taú (fantasma). Outros dizem que o nome é uma onomatopéia para o canto do pássaro: “urutau, urutau”, em notas graves e decrescentes.
A Mãe-da-lua mede cerca de 37 cm de comprimento, 80 cm de envergadura e pesa entre 160 e 200 g (macho). De cor cinza ou marrom mesclando vários tons destas cores com o branco e o preto (rajado, no popular). Possui uma adaptação única em aves, chamada de “olho mágico”. São duas fendas na pálpebra superior, as quais permitem que fique imóvel por longos períodos, observando os arredores, mesmo de olhos fechados.
Comum em bordas de florestas, campos com árvores e cerrados. Ainda que tenha o hábito de pousar em locais abertos, permanece disfarçado, sendo facilmente confundido com um galho.
Presente localmente em todo o Brasil, inclusive na periferia de cidades como o Rio de Janeiro. Encontrado também da Costa Rica à Bolívia, Argentina e Uruguai.
Maior espécie da família, a mãe-da-lua-gigante possui entre 45 e 54cm. Apresenta uma boca descomunal e difere de outras espécies da mesma família por sua plumagem esbranquiçada.
São aves de hábitos noturnos ou crepusculares. Frequenta florestas úmidas e secas, principalmente nas suas bordas, e também cerrados, caatingas, fazendas e matas de galeria.
A mãe-da-lua-parda mede de 42 a 52 cm de comprimento, sendo a segunda maior espécie da família Nyctibiidae. Ocorrem fases diversas de plumagem e a espécie difere de seus congêneres pela cauda excessivamente longa.
Habita em florestas densas úmidas. Como tem hábitos noturnos, descansa durante o dia nas copas das árvores, acima de 20 m do solo e, ocasionalmente, apouca altura, sobre mourões de cerca em locais abertos. Sob estes locais sobejam restos de suas presas capturadas à noite, usualmente asas de grandes mariposas e élitros de insetos.
Ocorre na Amazônia e Brasil oriental.
O Urutau-de-asa-branca mede de 30 a 38 cm de comprimento. Apresenta uma mancha alva na base das asas, que pode ser vista quando a ave alça vôo.
Vive nas florestas da Amazônia, sendo também encontrada na região nordeste do Brasil e alguns países fronteiriços.